29 outubro 2010

Friday I'm in Love

Musical Friday... I'm studying english, now... Friday I'm love..


















Friday I'm In Love

I don't care if monday's blue
Tuesday's grey and wednesday too
Thursday I don't care about you
It's friday I'm in love

Monday you can fall apart
Tuesday, wednesday break my heart
Thursday doesn't even start
It's friday I'm in love

Saturday wait
And sunday always comes too late
But friday never hesitate

I don't care if monday's black
Tuesday, wednesday heart attack
Thursday never looking back
It's friday I'm in love

Monday you can hold your head
Tuesday, wednesday stay in bed
Oh thursday watch the walls instead
It's friday I'm in love

Saturday wait
And sunday always comes too late
But friday never hesitate

Dressed up to the eyes
It's a wonderful surprise
To see your shoes and your spirits rise
Throwing out your frown
And just smiling at the sound
And as sleek as a shriek
Spinning round and round
Always take a big bite
It's such a gorgeous sight
To see you eat in the middle of the night
You can never get enough
Enough of this stuff
It's friday I'm in love

I don't care if monday's blue
Tuesday's gray and wednesday too
Thursday I don't care about you
It's friday I'm in love

Mondays you can fall apart
Tuesdays wednesday break my heart
Thusrday doesn't even start
It's friday I'm in love

Carpinejar - Adorável Canalha

23 outubro 2010

Homenagem à Copacabana...

Bethânia, linda, forte, sensível, simples... Canta para Copa!

Post Gastronômico


ESCONDIDIM DA MONICAT

Oi, Gente!!

Hoje, fiz um escondidim para a Monicat! Acreditem ou não, ela fez aniversário... É...Verdade!
Querem saber quantas rugas?? Não posso falar, mas a idade é Pré-40!!
Ela tá chegando lá...haja renew, chronos, botox, plástica,  etc, etc, etc...



Para ficarem com água na boca, vejam como foi o doloroso percurso para fazer este escondidim...

1o... comprar a carne seca. 1kg... procure uma carne com pouca gordura, afinal, a idade não permite excesso de gordura, não é mesmo?

2o... demolhe a carne por quase 24 horas...pode ser por 23 horas e 55 minutos...Ok? Troque a água por três vezes...

3o... depois de uma puta bebedeira na sexta, acorde por volta de 10 da manhã e vá ao hortfurti, à feira, ao supermercado, ao sacolão, à farmácia (ops...ato falho!!) e compre 1kg de aipim (mandioca, macaxeira, etc) da melhor qualidade, pimentão verde, vermelho, amarelo...mas, como é pré-eleição, opte apenas pelo vermelho...kkkkkk...

4o... enquanto coloca o aipim pra cozinhar, faça um refogadim da carne seca já cozida, desfiada...coloque alho, azeite, cebola, pimentão VERMELHO...(já que semana que vem vai rolar o 2o turno da eleiçõa presidencial - DILMA 13)

5o... aipim cozido...tire os talos do meios (amargam)  e bata no processador com um pouco de sal e leite coco. Se quiser, coloque um pouco de creme de leite...a massa precisa ficar firme...
6o... monte o escondidim... carne seca por baixo...creme de aipim por cima... coloque uma colher de requeijão por cima, fatias de queijo coalho (o indicado), mas pode colocar mussarela... queijo parmesão ralado... Tá montada!! 

forno por 20minutos... 180o... até ficar uma fina crosta...

Caraca... Bom pra caramba... Mas, só daqui a pouco é que vamos saber se realmente ficou "maravilhoso".

Agora, chove. 
Pra acompanhar, cerveja muito gelada, hiper gelada, mega gelada...

Eu quero cerveja, cerveja, cerveja...
Bebi apenas uma tacinha (aquela da Bohemia!) porque a Lei Seca tá pegando aqui no Rio...




Até o próximo post!








I'm so sorry...

Mais Morrissey...


A mais pura tradução

Uma parte de mim
é fogo, é terra, é ar
Outra parte
é água pouca de derramar...
Uma parte de mim
é exatidão
Outra parte errante
e em plena flutuação
Uma parte de mim
concilia, aceita
Outra parte
dilacera, explode
Uma parte de mim
se expõe, se joga
Outra parte
se esconde

Traduzir um parte na outra
Será a mais perfeita tradução
de ser, estar, viver, sentir, fingir?
Ou apenas viver, livre, sem amarras, sem agarras?

(livremente parafraseado de Ferreira Gullar, Traduzir-se)

Everyday is Like Sunday

Para relaxar, a uma semana do 2o turno da eleição, nada melhor que ver e ouvir Morrissey!!





Everyday Is Like Sunday

Trudging slowly over wet sand
Back to the bench
Where your clothes were stolen
This is the coastal town
That they forgot to close down
Armageddon - come Armageddon!
Come, Armageddon! Come!


Everyday is like Sunday
Everyday is silent and grey


Hide on the promenade
Etch a postcard
"How I Dearly Wish I Was Not Here"
In the seaside town
...that they forgot to bomb
Come! Come! Come - nuclear bomb!


Everyday is like Sunday
Everyday is silent and grey


Trudging back over pebbles and sand
And a strange dust lands on your hands
(And on your face...
On your face ...
On your face ...
On your face ...)


Everyday is like Sunday
"Win Yourself A Cheap Tray"
Share some greased tea with me
Everyday is silent and grey

19 julho 2010

ENFIM, COPACABANA...!!!



No último dia 15, mudei-me para Copacabana! Não sei explicar o tamanho (se é que se pode medir...) do meu êxtase!! Como é que um lugar tão pitoresco, cheio, confuso, idílico, underground, mesclado, diverso pode fascinar tanto?? É simples: copacabana é um bairro que sintetiza um pedaço do mundo!!

E, Dorival Caymmi (e amigos), um baiano arretado, soube traduzir este êxtase numa letra e música...



Sábado em Copacabana / Copacabana

Composição: Dorival Caymmi e Jorge Guinle/ João de Barro e Alberto Ribeiro
 
Depois de trabalhar toda a semana
Meu sábado não vou desperdiçar
Já fiz o meu programa prá esta noite
E sei por onde começar

Um bom lugar para encontrar
Copacabana
Prá passear à beira-mar
Copacabana
Depois num bar à meia-luz
Copacabana
Eu esperei por essa noite uma semana

Um bom jantar depois de dançar
Copacabana
Prá se amar um só lugar
Copacabana
A noite passa tão depressa
Mas vou voltar lá pra semana
Se eu encontrar um novo amor

Copacabana
Princesinha do mar
Pelas manhãs tu és a vida a cantar
E a tardinha o Sol poente
Deixa sempre uma saudade na gente

Copacabana
O mar, eterno cantor
Ao te beijar ficou perdido de amor
E hoje vive a murmurar
Só a ti, Copacabana
Eu hei de amar 


Bethânia, outra baiana, envolve e emociona com sua voz a beleza desses versos...Veja, ouça, sinta... Clique aqui!

14 outubro 2009

TERESA SANTA











teus trilhos seguem firmes


tuas vielas fogem em infinitas curvilíneas

teus espíritos vagueiam insublimes

tuas veias pulsam desejo

teus olhos espreitam pelas frestas dos bondes

tuas casas incendeiam de paixões, de frustrações

teus encantos nos largos enaltecem o amanhecer

tuas imagens reacendem o inabitável

teus botecos insurgem noite adentro, dia afora, noite adentro

tua vida
teu sonho
tua morte
teu espírito, Santa!

08 junho 2009

De volta...Diretamente de Santa!!!







Largo dos Guimarães
Santa Teresa - RJ


"Eu voltei, agora pra ficar... Por que aqui, aqui é o meu lugar"


Retomando o blog, depois de um tempinho longe... Vejam que mudou de nome. Agora, o endereço é "blogdoivanamaro.blogspot.com"... O blog tem finalidades múltiplas...

Parece que foi ontem, mas já estou morando, há um ano, nesta maravilhosa cidade feliz: Rio de Janeiro!! E que ninguém ouse dela falar mal! Suas mazelas, sua intolerância, seus descasos, seus acasos, seus beijos, seus abraços, seus olhares (desconfiados, às vezes), seus braços, suas pernas são mortais!! E, como todo mortal, passível de sucumbir ao desprezo!
O corpo da cidade pulsa de vida, de vontade, de desejo. É claro que este corpo não vai nada bem: foi diagnosticado com hipertensão, há problemas com altas taxas de triglicérides, o ácido úrico não baixa, a visão embaça, a mente estressa, o corpo grita... Tudo isto indica possibilidade ampla de um colapso (ou à beira de um ataque de nervos). Prescrição: dieta rigorosa, atividades físicas e mudança radical de sua cultura. E, como fazer isso?
Larguei o cerrado em 20 de abril do passado ano. Terra em que vivi por um pouco mais de 4 décadas. Procuro não falar mal de Brasília (aliás, muitos cariocas fazem questão de frisar que a odeim...talvez, porque tomou o lugar da capital do país...sei lá, entende?). Mas, venhamos e convenhamos, de perto, ninguém é normal.
Qualquer afastamento, físico ou não, nos ajuda a olhar por outra lógica. Brasília (de longe, bem longe...) é uma cidade árida, seca, gélida, com pessoas áridas e gélidas (incrível, mas a distância física não altera em nada como as pessoas de lá davam importância às relações... Clarice disse isso em uma de suas viagens à capital...
Quase não recebo e-mail, recados... Shiiii...e os telefonemas??? nem pensar...). Já sugeri várias alternativas: skype, msn, google talk, orkut, até o blog...mas, que nada!! Quando amamos, gostamos de verdade, fazemos qualquer coisa para mantermos contato. As pessoas têm ficado cada vez mais distantes umas das outras...cada vez mais distantes...
...Aqui, fui me adentrando aos poucos... Morar em Santa Teresa é um misto de profusão de exaltações com uma profunda melancolia...O bairro tem um ritmo muito próprio, mas com características da cultura carioca: pouco senso de solidariedade (os carros transitam como se a pista fosse dos seus proprietários, as calçadas são tomadas por carros, respeito ao transeunte é coisa que não faz parte da cartilha de bons costumes do bairro, motoristas de ônibus - o 206, 214, etc - sempre que podem, emperram as ruas, os taxistas se negam a subir aqui, e por aí vai...
Difícil adaptação (nem tanto) porque, afinal, sempre que aqui estive, minha atitude era de turista! Nunca de morador! O foco muda! Bastante...
Mas, após este tempo é que senti vontade de voltar aqui para o blog e começar a jornada... Retratar o dia a dia nesta cidade efervescente! "Cidade maravilha purgatório da beleza e do caos"
Hoje, ao descobrir o blog da Zizi, fiquei animadíssimo por retomar o meu. Os outros dois estão "bombando"! Afinal, os transformei em grandes aliados para meu trabalho!

Aguardem os próximos posts para conversarmos um pouco mais...

Até breve

11 abril 2009

Há um ano...

Da promessa de sonhos

s
ujo ruge o coraçao em cólera
ira da indecente necessidade de viver
viver por quê?
rasga o peito aberto, dilacerado, engasgado
veste a túnica do medo, do zelo, do ódio
navega na imensidão escura do sentimento
espera a ponta polida e perfeita do punhal que te atiram
sofre a mais teimosa dor, amargura, vestimenta da alma ingrata
ignata faca que corta o mais incalculável fingimento seco
da garganta seca, da intensidade seca, da morte seca
morre, enfim...seu único fim!






26 outubro 2007

Acabou a ilusão



Começou a paixão
Acabou o tesão
Começou a ilusão
Acabou a paixão
Começou o tesão
Acabou...
Começou...

Ivan Amaro

29 setembro 2007

Discurso na Formatura de uma turma de Comunicação...

NA PALMA DA TUA MÃO!!


Boa noite! Quando recebi o e-mail das representantes da Comissão de Formatura, Solemar e Caroline, para participar das comemorações de formatura de vocês, eu não sabia bem o que fazer. Eram tantos os sentimentos em que eu estava envolto, que toda minha inspiração quase se foi com o êxtase de abrir cada momento da minha memória em que vocês construíam conhecimentos nos três semestres iniciais do curso de Comunicação Social. Era um regozijo só. Texto, leitura, coesão, coerência, reportagem narrativa, reportagem dissertativa, texto pubilicitário, metáforas, metonímias... Tudo isso dançava em minha memória... Lembro dos meus apelos: “leiam”, “leiam”, “leiam”... “escrevam”, “escrevam”, “escrevam”...

Mas, pensando um pouco melhor, resolvi escrever...Sabem por quê?

Porque exigi leitura, escrita... Escrita e leitura... Mais leitura, mais escrita... Era tanta leitura e tanta escrita que quase fiquei tonto...

Como? Eu, tonto?

Isso!! Exatamente!! Percebi o quanto deixei, por vezes, vocês completamente tontos. Tontos de conhecimento. Tontos de leitura. Tontos de escrita. Tontos de sabedoria.

Escrevi algo, não sei há quanto tempo, que me desnudava por inteiro. Depois, não mais tempo tive para expor-me, mostrar-me, desvendar-me. E agora, é vocês devem perder o pudor... Desnudem-se!! Desvelem-se!! A escrita faz cada coisa com a gente, não é mesmo!!! Quem não escreveu carta de amor? Quem não chorou suas dores nas páginas de um diário? Quem não escreveu um pequeno bilhete para ganhar a gata ou o gato? Quem não deixou suas marcas escritas nas portas de banheiro? Quem não ficou p. da vida porque perdeu o fone daquela figura fantástica que você conheceu na boate, semana passada?Quem nunca escreveu telefone de alguém em pedaço de guardanapo? Afinal, quem é que não escreve??? A escrita faz parte da nossa vida...

Escrever é isso. Escrever é uma ação solitária. Escrever é retratar mundos jamais pensados. Escrever é a mais tenra essência do avesso. Escrever é desvendar mistérios, criar histórias, analisar idéias, expor pensamentos, fazer analogias, estabelecer conexões com a realidade, com a ficção, com mundos desconhecidos... Escrever é denunciar. Escrever é mostrar-se. Escrever é inocentar.

Escrever é ver-se no espelho e descobrir-se deslumbrado com a essência humana. Não conheço ninguém que não tenha se olhado no espelho e que não tenha se surpreendido consigo próprio. Agora, escrevo compungido para mostrar-me, mais uma vez e surpreender-me mais comigo mesmo. Escrever é libertar e libertar-se...

O meu ‘eu’ escrevente alterna com o meu ‘eu’ pensante e, por vezes, eles se confundem e mostram todas as confusões possíveis dos vários sujeitos que compõem a minha pessoa: o eu-professor, o eu-mestrando, o eu-amigo, o eu-filho, o eu-prazer, o eu-amante, o eu-político, o eu-militante, o eu-eu... Esse, com todas as contradições próprias de nós mesmos, sou EU...

Tentando, intentando, atentando a todo momento para ser 'EU'... simplesmente 'EU’... Sem medos, sem rancores, sem amarras. Deixarei fluir minhas idéias, meus sentimentos, meus valores, meus pensamentos, meus olhares.

Dessa feita, folheei alguns escritos do Boff... Fiquei extasiado...

“Homem vem de humus que significa terra fecunda. Adão, Adam, em hebraico, ‘criatura humana feita de terra’, provém de adamá que quer dizer mãe-Terra. O ser humano é filho e filha da mãe-Terra. O ser humano é filho e filha da mãe-Terra. Ele é a Terra em seu momento de consciência, de responsabilidade e de amor.”(Boff, p. 124)

, lembrei de que ‘Ser Professor’ é um pedaço do ‘Ser Humano’.... Professor é ser humano.... Assim, Professor é filho da mãe-Terra... Então, ele é a Terra em seu momento de consciêrncia, de responsabilidade e de amor...

Professor também tem que ler... Professor também tem que escrever... Professor também não tem tempo... Professor também sofre... Professor também chora... Professor também sente... Professor também se magoa... Professor também tem que pensar... Professor também tem que pesquisar... Ah...!!! Era isso!!! Achei a inspiração... Quero que estas idéias possam atravessar épocas e tocar com palavras àqueles que sonham, que viajam, que pensam um mundo diferente, que sejam ricos de utopias e lutadores incansáveis...Eu não podia perder a oportunidade de, neste momento, deixar mais uma palavra de encorajamento para todos vocês... PROFESSOR TAMBÉM TEM QUE TRANSFORMAR... E a inspiração veio. Forte como o primeiro grito de vida... Vejam o que aconteceu...Nascer... Esse é um verbo que traduz a sua verdadeira força de sentido. Para se nascer é preciso entender que o que estamos gestando é algo demorado, exige paciência, exige cuidados, exige calma, exige compreensão.

Algumas vezes, passamos por alguns enjôos; outras, nem tanto. Quando estamos prenhes de emoções, de desejos, de vontades, de pressa, de necessidades outras, tendemos a não ter paciência. Tendemos a acreditar que, sem esforço, as coisas acontecerão imediatamente.

Acabamos por fortalecer os velhos obstáculos como: não tenho tempo, não dou conta, estou cansado, não consigo, quero acabar logo, não agüento mais... Quero dizer que, ao longo dos semestres em que estivemos juntos, nós, alunos, alunas e professor, viemos traçando uma rede de convivência nada tranquila, tensa, às vezes, porém extremamente gratificante, cheia de surpresas, cheia de aproximações...Quem foi que disse que paz é ausência de conflito? Paz é poder olhar no olho do outro e dizer honestamente: Não gostei! Vamos caminhar juntos? Posso colaborar com você? E você? O que pode fazer para me ajudar? Vai me dá a tua mão?

Foram momentos discutindo o que é um ‘texto’, discutindo ‘coesão’, falando sobre ‘coerência’, elucidando o ‘a estrutura do texto jornalístico e do texto publicitário’, viajando no ato de ‘escrever’... Foram tantos saberes... E foram tantos sabores... Que sensação agradável e plena de poder descobrir saberes que só outrem tem acesso! As sensações foram várias, mas ficaram marcadas em cada um de vocês...

Os olhares de desconfiança, de receio, de medo, no início do curso, cederam lugar para o brilho da descoberta, do descortinar dos mitos, da conversa aberta, franca, amiga.

Mas, será que tudo foi tão maravilhoso assim? É claro que seria muita pretensão de nossa parte querer chegar à perfeição. Houve momentos de ansiedade, de angústia, de conflitos, de estresse... Mas tudo foi superado de modo maduro, sincero, honesto.

Nada abalou o firme propósito de escrever, de conhecer, de amadurecer, de aprofundar conhecimentos, de brincar com as palavras, de mexer com estruturas fixas, de fazer as letras e as palavras dançarem...

Nasceu... O verbo não mais assume a sua forma nominal, mas ação efetiva. Nasceu o verdadeiro sentimento de pertencimento. Nasceu o exercício do poder da palavra. Nasceu a vontade de avançar no próprio processo de formação. Nasceu o produto de um trabalho realizado por pessoas sérias, compromissadas, capazes. Nasceu a mágica das cabeças, mãos, pernas, bocas, braços, corpos desses estudantes inquietos, espertos e loucos para aprender...

Milimetricamente, a coreografia foi ganhando forma. Os passos foram todos ensaiados. As vestimentas compuseram o cenário do balé. Um balé mágico de palavras, de saberes, de desejos. Um balé mágico de suavidade entre os conhecimentos, as palavras que impregnaram nossas mentes. Uma dança com as letras, com as palavras, com as nossas idéias, com o nosso poder de pesquisar movimentos, idéias, sensações...

Os resultados desse dessa jornada representam a verdadeira conjunção de saberes que finalizam parte de nossa caminhada. Foram grandiosas as contribuições de vocês e, com certeza, dei tudo o que me foi possível dar... É isso! Não conseguimos as coisas sozinhos. Somos seres coletivos. Somos seres sociais. Conseguimos vencer juntos! Aqui, quero gritar VÁRIOS NÃOS BEM GRANDES:

NÃO ao individualismo! NÃO a todo e qualquer tipo de preconceito! NÃO ao sentimento de fraqueza! NÃO à falta de ética! NÃO ao autoritarismo! NÃO à desonestidade! NÃO à falta de criticidade! NÃO à falsidade desenfreada! NÃO à preguiça desregrada! NÃO à letargia! NÃO a tudo o que não edifica.

Daqui pra frente é seguir sem medo , sem hesitar. É preciso auto-afirmar-se, acreditar no próprio poder. Dar passos firmes, sólidos, certos!

Vocês, JORNALISTAS E PUBLICITÁRIOS, serão, se já não o são, os grandes transformadores desse país. Esse Brasil precisa de gente apaixonada, feliz, lutadora, questionadora... Basta de acriticismo! Basta de passividade! Basta de comodismo! Basta de injustiças! Basta de fome! Basta de miséria! Basta de corrupção! Basta de larápios de colarinho branco!

Clarice Lispector dá-nos uma grande lição do poder que temos ao escrever, ao falar :

Ao escrever não posso fabricar como na pintura, quando fabrico artesanalmente uma cor. Mas estou tentando escrever-te com o corpo todo, enviando uma seta que se finca no ponto tenro e nevrálgico da palavra. (...) Não pinto idéias, pinto o mais inatingível “para sempre”. Ou “para nunca”, é o mesmo. (...) Tenho que me destituir para alcançar cerne e semente de vida. (...) Escrevo por acrobáticas e aéreas piruetas – escrevo por profundamente querer falar...”

Sei que o tempo foi curto... Sei que nossas leituras foram intensas... Sei que era muito trabalho... Mas, às vezes, erramos para acertar! Tudo foi pensado sempre na perspectiva de fazer o melhor para vocês! Se houve erros, e sei que houve, foi porque buscava dar a melhor aula, a melhor explicação... Ser comprometido com educação de qualidade não é para qualquer um. Como diz Paulo Freire, “educador é aquele que ensina ao aprender e aprende ao ensinar”... Com vocês, aprendi muito! Espero ter ensinado muito!

Não esqueçam:

As letras dançam para todos nós!

As letras dançam sobre as estrelas!

As letras dançam sobre as telas!

As letras dançam sobre os papéis!

As letras dançam, simplesmente... E nós dançamos com elas!!

Querem entrar nessa dança?

Então sejam bem-vindos!!

Dancemos até o sol raiar.


Por fim, lembrem-se que cada pessoa é mãe-Terra. Cada pessoa possui um nome próprio. Cada pessoa possui uma descrição de si mesmo. Cada pessoa possui subjetividades e intersubjetividades próprias.


“Por que cada um representa uma ponte onde termina e se compendia o processo evolutivo. Pelo fato de ser falante, reflexivo e consciente, cada um faz uma síntese singular única, irrepetível de tudo o que capta, sente, entende e ama.’ (Boff, p. 127)

Lembrem-se:

‘VOCÊS SÃO CAPAZES DE ATOS GRANDIOSOS’.
NÃO DESISTAM!

NÃO SE ENTREGUEM!

NÃO SE REDUZAM!

NÃO DEIXEM DE LUTAR, POIS O SER HUMANO QUE NÃO LUTA É PORQUE JÁ PERDEU O SENTIDO DA VIDA.

NÃO PERCAM, NUNCA, O SENTIDO DA VIDA!

O PODER NÃO ESTÁ LONGE...


Ele está bem aí, na palma da tua mão!

Ivan Amaro



28 setembro 2007

Ver Melho


Vermelho é o sangue que jorra a esmo pelas narinas secas

O sonho daquele que não sonha é vermelho

Vermelho é o sofrer daqueles que sofrem por nada doer

O tom daqueles pobres escurraçados que querem ter cor é vermelho

Ver Melho é meu tesão que bate arritmado em seus pulsos rentes de paixão

O amor que não existe, que queima, que corrói, que mata... é Ver Melho!

Ivan Amaro

26 setembro 2007

UM OLHAR DESPRETENSIOSO SOBRE "OS SIMPSONS - O FILME"

Quarta-feira. Retorno de mais um dia de trabalho, a caminho de casa. Trânsito lento. Barulho irritante. Irritação barulhenta.

"O que fazer?", pergunta a minha mais nova antiga amiga Cida.

"Ah, já sei... Vamos assistir ao filme dos Simpsons?"

Fiquei um tanto quanto em choque, mas mantive a classe. É que não tinha a mínima noção de que ela tivesse uma atração tão mordaz pela família Simpsons. Nunca tinha ouvido nenhum comentário a respeito.

"
Eh, eh...vamos, sim". - Respondi, sem conotar nenhum tipo de ironia ou desconforto. Em Águas Claras, em meio à poeira, o barulhão das construções, o palpitar do nervosismo urbano são sentimentos constantes e inconstantes. O cinema da cidade, ainda pouco movimentado, convida-nos ao deleite de sentirmos a sala só nossa!! De mais ninguém!!
A sala de cinema quase toda a nossa disposição...

I
nicia-se, então, um dos representantes mais críticos do "modus operandi" do "american way life". A musiquinha característica de abertura da série (na TV) é reconhecida rapidamente.

É claro que o filme trata de uma crítica muito lúcida e, talvez, muito atormentada do modo de viver e pensar americano.

"Os Simpsons - o filme" não difere quase nada do que já estamos acostumados a acompanhar pela televisão: crítica cáustica ao próprio modo de vida americano, posturas mais do politicamente incorretas, exacerbação nada ufanista e escrachada, enfim, o verdadeiro rosto de muitos americanos que se sentem os donos do mundo, os donos do poder.

O
humor atroz, vivaz, inteligente leva-nos a um misto de pensamento filosófico, psicológico, sociológico, antropológico... Principalmente, para nós, educadores que adoramos "teorizar" sobre o mundo!! As situações "cômicas" assumem vieses, muitas vezes, de profunda reflexão sobre o mundo, sobre as pessoas, sobre costumes, hábitos e culturas.

N
o início, em plena igreja, o vovô Simpson é possuído por um espírito e faz premonições catastróficas. A cena do espírito incorporado é, no mínimo, intrigante, pois era quase visível a sobreposição de outras imagens que nos lembram grandes ritos de determinadas igrejas em nosso país. A alienação se coloca como eixo.

A
catástrofe anunciada envolve o ataque cruel da humanidade sobre a natureza e, conseqüentemente, a sua vingança. Lisa Simpson, com seu tom politicamente correto, assume a defesa do meio-ambiente. As reações da população de Springfield ao trabalho de conscientização de Lisa em muito se assemelham a posição tomada pelo EUA, no protocolo de Kyoto: "tô nem aí, não tenho nada com isso".

E
quem é que provoca o maior "desastre ambiental", em Springfield? Não poderia ser ninguém menos do que Homer!! Obviedade característica!

N
ão poderia faltar, óbvio, a figura do presidente americano. Mas, não pensem que é o Bush quem aparece. O "Presidente dos EUA" é retratado pelo "rascunho" de ator e "dublê" de governador, o Sr. A. Schwarnegger.

A
ssim, a cidade é isolada por uma redoma devido ao caos ambiental causado por Homer. A partir daí, o conflito se instaura. A família simpson se vê pressionada a fugir da cidade para o Alaska. E os fatos finais reservam doses certas de gargalhadas e alguma reflexão, se é que ainda é possível refletir sobre alguma coisa mais a esta altura da narrativa.

O
que fica como resultado é que o filme convence, diverte e leva-nos a pensar...e muito! Bom filme! Vale a pena!