12 junho 2012

Post Gastronômico

ESCONDIDIM DA MONICAT

Pessoas, hoje, fiz um escondidim para a Monicat! Acreditem ou não, ela fez aniversário... É...Verdade! Sabem a idade? Pré-40!! Ela tá chegando lá...


Para ficarem com água na boca, veja como foi o percurso para fazer este escondidim...
1o... compre a carne seca... se estiver com a grana curta, use o VISA VALE do seu marido... 1kg... procure uma carne com pouca gordura, afinal, a idade não permite excesso de gordura, não é mesmo? o coração agradece...

2o... demolhe a carne por quase 24 horas...pode ser por 23 horas e 55 minutos...Ok? Troque a água por três vezes...

3o... depois de uma puta bebedeira na sexta, acorde por volta de 10 da manhã e vá ao hortfurti, à feira, ao supermercado, ao sacolão, à farmácia (ops...ato falho!!) e compre 1kg de aipim (mandioca, macaxeira, etc) da melhor qualidade, pimentão verde, vermelho, amarelo...mas, como é pré-eleição, opte apenas pelo vermelho...kkkkkk...

4o... enquanto coloca o aipim pra cozinhar, faça um refogadim da carne seca já cozida, desfiada...coloque alho, azeite, cebola, pimentão VERMELHO...

5o... aipim cozido...tire os talos do meios (amargam)  e bata no processador com um pouco de sal e leite coco. Se quiser, coloque um pouco de creme de leite...a massa precisa ficar firme...
6o... monte o escondidim... ou seja, esconda a carne seca (por baixo)...creme de aipim por cima... coloque uma colher de requeijão por cima, fatias de queijo coalho (o mais indicado), mas pode colocar mussarela... queijo parmesão ralado...Montadésima!!
forno por 20minutos... 180o... até ficar uma fina crosta...gratinada...huuumm...agora, é atacar...

Caraca... Bom pra caramba...Mas, só daqui a pouco é que saberemos se ficou mesmo uma delícia... Agora, chove aqui no Rio de Janeiro...
Cerveja, cerveja, cerveja!!








Dia de Mais Aprendizagens

"mas nada se passara dizível em palavras escritas ou faladas, era bom aquele sistema que Ulisses inventara: o que não soubesse ou não pudesse dizer, escreveria e lhe daria o papel mudamente - mas dessa vez não havia sequer o que contar."
                                  ( Clarice Lispector, "Uma aprendizagem ou Livro dos Prazeres")

Quando, pela vez primeira li este livro, fiquei atônito e perdido, completamente perdido... Clarice é assim, envolve, dissolve, comove e devolve... Foi isso que senti... uma devolução! Ela nos devolve sempre suas ilações e seus fluxos para que possamos continuar os nossos próprios fluxos...A travessia de Lóri, sugerida por Ulisses, traduz a maestria e a não sabedoria que é viver!

Nos deslizamentos de nossas consciências e de nossos sentires, nos vemos trôpegos e, por que não dizer, sôfregos?

Nossos enlaces são assim pedaços de aprendizagens e de não-aprendizagens. Aprendemos e não-aprendemos a amar, a sentir, a viver, a perceber o outro, a nos perceber...

     "De Ulisses ela aprendera a ter coragem de ter fé - muita coragem, fé em quê? Na própria fé, que a fé pode ser um grande susto, pode significar  cair no abismo, Lóri tinha medo de cair no abismo e segurava-se  numa das mãos de Ulisses enquanto a outra mão de Ulisses empurrava-a para o abismo - em breve ela teria que soltar a mão menos forte do que a que a empurrava, e cair, a vida não é de se brincar porque em pleno dia se morre.
     A mais premente necessidade de um ser humano era tornar-se um ser humano." 
                                  (Clarice Lispector, "Uma Aprendizagem ou Livro dos Prazeres")

Talvez, esta seja a grande leveza do ser: tornar-se humano...e, nada mais humano do que uma confluência de sentimentos e sentidos...